Coisas grandes essas que eu listei no post anterior.
Eu me interessei por uma postagem no facebook em que a Paula me marcou. Dar aula de português nos Estados Unidos. Eu fiquei interessada de verdade, e fui ler o edital. Não dá tempo de eu resolver o meu diploma nem de realizar os testes de proficiência.
Eu fiquei triste com isso.
O que me leva a dois comentários:
- Eu me interessei por alguma coisa, o que é um acontecimento memorável por si só, considerando-se todo o meu desânimo e sensação de estar morta só vagando pela vida.
- Se eu não quiser perder outras oportunidades, eu preciso resolver essas coisas.
Eu não me livrei da angústia de pensar em tudo o que é necessário para que essas coisas se resolvam, de forma alguma. Mas elas estão me parecendo quase possíveis. Eu não consigo nem contar isso para alguém. É uma sensação pequenininha demais para eu alarmar alguém. Sabe o lance de mulher que já perdeu muitos bebês não contar que está grávida até ter certeza de que não vai perder mais uma vez nas primeiras semanas? Eu acho que é por aí.
O engraçado é que eu vim pensando em fazer uma postagem sobre a Sun Bak, que envolvia todo esse lance de se sentir viva ou morta e etecétera. Aí eu abro o facebook e tem essa postagem da Paula, que desperta em mim uma vontadezinha de alguma coisa.
Okay que, como eu sempre penso, querer coisas só leva a decepções, e olha eu aqui de coração partidinho porque por um segundo eu pensei que talvez eu me encaixasse no que era pedido no programa. Só para confirmar que não, eu não me encaixo.
Mas todo o meu alarde é porque ao invés de eu entrar em mais um looping de desprezo próprio meu pensamento foi "Preciso tirar o TOEFL".
São coisas muito grandes, essas do post anterior. Cada uma delas é desdobrável em infinitas outras to do lists. Estou apavorada com a ideia de que eu tive no mínimo a coragem de listar essas coisas.
Como se elas fossem possibilidades.
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