quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Casamento da Fabíola

E eu estava tomando coragem para vir falar sobre o casamento da Fabíola. Porque o casamento da Rinara me tirou de órbita. Eu fiquei sem chão e perplexa com o fato. E o da Fabíola me assustou tanto que eu me forcei a pensar em outro assunto. Me forcei a desviar minha atenção e esperar a realidade do fato se fixar na minha cabeça. Para daí, então, eu tentar digerir os meus sentimentos e pensamentos.

Ela anunciou o casamento pelo facebook no dia 13/11. Aconteceria dia 11/01/14. E então no dia 20/11, ela posta uma mensagem cancelando o casamento.

Eu me sinto mal porque eu nem soube que ela tinha um namorado, para começo de conversa. A gente se distanciou e tal, eu sei. A verdade que eu nunca proferi em voz alta, nem nunca escrevi em lugar algum, é que os últimos dias do cefet já foram meio estranhos entre a gente. Eu nunca entendi direito o que foi que se quebrou. Mas algo se quebrou lá atrás.

Eu imagino que ela esteja sofrendo de coração partido no presente momento. Isso nunca foi exatamente raro. Eu queria estar próxima para, de alguma forma, poder pelo menos fazer parte do momento. Mas a vida é outra, e eu tenho certeza de que sou dispensável hoje.

Não sei o que significaria o casamento da Fabíola para mim. Certamente outro looping em volta de como pesa sobre mim as evidências de que a vida continua, não importa o que aconteça. Não sei se quero enveredar por esse caminho agora. Estou relativamente bem nesses últimos dias, e hoje me dei conta de que não tenho sentido dor quase física ao ver alguém com o uniforme do cefet. Mas também eu concluí que é menos automática a lembrança do peso da Talita nos meus braços. É esquecendo que a gente se cura? Eu queria me curar das dores, mas sem esquecer.

Eu estou me esquecendo do cefet?

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